terça-feira, 21 de janeiro de 2014

07 – Pantaleão e as visitadoras (Pantaleón y las visitadoras) – Peru (2000)


Direção: Francisco J. Lombardi
Capitão Pantaleão Pantoja (Salvador Del Solar) é um bom marido e excelente profissional. Pantoja é convocado para uma estranha missão: comandar um time de prostitutas que, a bordo de barcos, segue pelos rios saciando os desejos dos soldados que ficam meses sem ver uma mulher. Durante a seleção das Visitadoras, ele conhece a estonteante Colombiana (AngieCepeda), uma mulher envolvente que, com seu belo corpo leva o militar à loucura.

Tão sexy quanto machista.

A comédia se passa na selva peruana, onde um capitão estrategista e esforçado é escalado para comandar uma tropa de prostitutas, cuja função é aliviar a tensão sexual dos soldados na fronteira. O filme é divertido, leve e excitante. Mas, também, muito machista. Para as mulheres, as únicas opções são: servir de objeto sexual, ser interesseira, ou uma “Amélia” pronta para servir incondicionalmente ao marido.

O filme é bom, mas nada espetacular.


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domingo, 19 de janeiro de 2014

06 – Os 12 Macacos (Twelve Monkeys) – Estados Unidos (1995)


Direção: Terry Gilliam
No ano de 2035, James Cole aceita a missão de voltar ao passado para tentar decifrar mistério envolvendo vírus mortal que levou à morte da maior parte da humanidade. Tomado como louco, no passado, ele tenta provar sua sanidade a uma médica, sua única esperança de mudar o futuro.

Um vai e vem de tempos: presente, passado, futuro. Uma confusão, que ora enriquece a trama, ora a enfraquece. Uma história que promete ser bem inteligente, mas se encerra com um pouco de frustração.

A atuação de Brad Pitt é excelente! Um de seus melhores trabalhos.

Os 12 macacos é um daqueles filmes em que é necessário revê-lo, para se ter uma compreensão e opinião mais precisas.


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Por indicação de Alucards Corner, compartilho o curta-metragem francês La Jetée, dirigido por Chris Marker, em 1962. Um curta que ousa não apenas na sua estética (uma espécie de fotonovela narrada), quanto na sua história: uma ficção científica complexa e criativa. Esse curta não apenas influenciou, mas serviu de base para Os 12 Macacos. Recomendadíssimo!



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

05 – Trama macabra (Family Plot) – Estados Unidos (1976)


Direção: Alfred Hitchcock
Taxista e falsa médium fazem pequenos golpes. Metem-se em enrascada quando, ao investigar antigo caso de sumiço de sobrinho de viúva, cruzam com sequestradores.


Último filme de Alfred Hitchcock!



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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

04 – Dente canino (Kynodontas) – Grécia (2009)


Direção: Giorgos Lanthimos
Pai, mãe e três filhos vivem nos arredores de uma cidade. A casa é isolada por uma alta cerca que os filhos nunca puderam ultrapassar. Eles são educados, entretidos, entediados e exercitados da maneira que seus pais acham correto, sem nenhuma interferência do mundo externo.

Um filme psicótico. Uma espécie de A Vila, mas sem o mesmo suspense e a proposta de sociedade alternativa. Em Dente Canino, a perspectiva é pessoal, de um casal que monta em sua casa um verdadeiro laboratório com cobaias humanas.

Uma grande viagem, que deixa o espectador perplexo.

Um desfecho impactante.

E atores extremamente corajosos e competentes.


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domingo, 12 de janeiro de 2014

03 – Barry Lyndon (Barry Lyndon) – Inglaterra (1975)


Direção: Stanley Kubrick
A história de um pobre irlandês do século XVIII que se tornou parte da nobreza. Baseado na obra de William Makepeace Thackeray.

O filme parece quadros pregados na parede, com personagens vivos circulando por dentro deles. Uma fotografia espetacular, como uma obra de arte por onde os atores habitam.

A paisagem seria na Irlanda, se Kubrick não tivesse sido incluído na lista de alvos do IRA e tivesse que rodar o filme na Inglaterra.

O resultado deu certo.


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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

02 – Help me eros (Bang bang wo ai shen) – Taiwan (2007)


Direção: Kang-sheng Lee
Em meio a uma crise econômica do país, Ah Jie acaba perdendo tudo no mercado de ações. Desesperado, ele passa a viver solitariamente em seu apartamento, fumando maconha e cuidando da pequena plantação da erva que mantém secretamente dentro de casa. Chegando próximo ao fundo do poço, pensa e se matar e decide ligar para uma linha telefônica de ajuda. É então que conhece a jovem Chyi, cuja voz suave e gentil faz o rapaz se apaixonar.


Pelo visto não foram só os personagens que passaram o filme todo chapados. Mas também os atores, o roteirista, o diretor, o montador...


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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

01 – Mulheres e luzes (Luci del varietà) – Itália (1950)


Direção: Frederico Fellini; Alberto Lattuada
Trupe de saltimbancos que percorre a Itália no início dos anos 1950 é liderada pelo carismático Checco. Certo dia, Liliana, uma bela jovem do interior que sonha em ser atriz de sucesso, começa a fazer de tudo para entrar na companhia, chegando a seduzir Checco. Com isso, ela provoca ciúmes em Melina Amour e discórdia no resto do grupo. Estréia de Fellini na direção. A brasileira Vanja Orico (de ''O Cangaceiro'') participa do elenco.

O primeiro filme de 2014: Mulheres e Luzes, que foi o primeiro filme de Frederico Fellini.

O cineasta italiano tinha 30 anos quando o dirigiu, que já contava com a participação de sua musa Giulietta Masina, na época com 29 anos.

Em Luci del Varieta, Fellini já esboçava algumas das suas características futuras, como a trupe de personagens bizarros, a sensualidade e ousadia feminina e a miscelânea artística, com direito a espetáculos de dança e música. É possível perceber, também, uma sementinha do que viria a germinar Ensaio de Orquestra, além dos closes capazes de capturar de forma aguçada as expressões de Giulietta, recorrentemente utilizada pelo diretor em outros filmes, especialmente em Noites de Cabíria.

De um modo geral, Mulheres e Luzes é bem verde, se comparado ao restante da filmografia do gênio Fellini, o que é obviamente natural. Mas irretocável é a trilha sonora, digna de cineastas mais experientes, e que ainda conta com “Meu limão, meu limoeiro”, cantarolado pela brasileira Vanja Orico.


2014 começa bem!


E 2014 tem novidade: Cine Az. Um cineminha lá em casa, onde reúno os amigos para desfrutar da sétima arte - e depois, claro, os obrigo a comentar! A primeira convidada foi minha mãe, que assim comentou:

Se não me engano foi o primeiro filme de Fellini. Já começava a delinear os personagens que ficariam conhecidos como "fellinianos"... Um filme de arte, como todos os seus filmes, mostrando a simplicidade e a diversidade do mundo mambembe, com críticas veladas que é sua marca. Fotografias em branco e preto com muita luz, ou com falta dela, faz parte da sua linguagem. Muito bom filme.



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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Top 5 - JANEIRO

5 Filmes para botar a mochila nas costas e viajar.


1. Quão longe (A que distância / Qué tan lejos) – Equador (2006)
Direção: Tania Hermida
Uma estrangeira. Uma nativa. E todo o Equador pela frente.

2. O mundo é grande e a salvação espreita ao virar a esquina (Svetat a Golyam i Spasenie Debne Otvsyakade) – Bulgária (2008)
Direção: Stephan Komandarev
Um avô com lembranças marcantes. Um neto que se recupera de um acidente. E uma estrada que leva da Alemanha até a Bulgária.

3. Uma história real (The straight story) – Estados Unidos (1999)
Direção: David Lynch
Um vovô. Um cortador de gramas. 390 km pelas estradas estadunidenses.

4. Viajantes e Mágicos (Travellers and Magicians) – Butão (2003)
Direção: Khyentse Norbu
Viajantes. Mágicos. E as belíssimas paisagens do Butão.

5. A viagem para o mar (El viaje hacia el mar) – Uruguai (2003)
Direção: Guillermo Casanova
Idosos rabugentos. Adultos idiotas. E as estradas uruguaias que desembocam no mar.

domingo, 29 de dezembro de 2013

FIM ... CONTINUA...


Mais um ano chegando ao fim e mais uma missão completada! Em 2013 foram 120 filmes vistos e disponibilizados. Somados aos 366 do primeiro ano, mais 120 distribuídos nos Top 10 de cada mês, o blog chegou aos 606 filmes.

Mais leve que em 2012, devo admitir que foi novamente um prazer esse passeio pelo cinema mundial. A cada novo filme, uma nova janela se abrindo. A cada nova descoberta, um novo desejo de ver mais filmes, conhecer mais diretores, viajar por mais culturas e, algum dia, poder pisar em cada um dos países que passaram pelos meus olhos.

Por falar em países, continuo avançando cada vez mais pela América, completando a Europa e desbravando a Oceania. Cheguei à marca de 91 países. Mas foi pela África que eu “acumulei” mais territórios. Desses, destaco Ruanda (Munyurangabo), Costa do Marfim (Em nome de Cristo) e República Democrática do Congo (VivaRiva). Da Oceania, dois ótimos filmes, originários da Nova Zelândia e Samoa: Boy e O Orador. Dos países “inusitados”, ainda tiveram Butão (Viajantes e Mágicos), Islândia (Withe Night Wedding), Luxemburgo (A última fuga), Mongólia (A caverna do cachorro amarelo) e Costa Rica (Água fria do mar).



Os diretores também foram um brilho à parte. Gênios como Ettore Scola, Chaplin, Sergio Leone, Hitchcock, Eduardo Coutinho, Scorsese, Truffaut, Bergman, Glauber, P.T. Anderson, Kubrick e Kurosawa marcaram presença. Outros, que eu só fui descobrir no ano passado, também não decepcionaram: Ki-duk Kim, Emir Kusturica, Chan-Wook Park, Kar Wai Wong, Asghar Farhadi e Paolo Sorrentino. Além, é claro, das gratas surpresas recém-descobertas: Kleber Mendonça Filho, Andrey Tarkovskiy, Zé do Caixão, Yimou Zhang, Marcel Carné e Eric Rhomer.

Mas, vamos aos filmes! Foi fácil escolher o melhor: Nós que nos amávamos tanto(Ettore Scola). Da segunda posição em diante, já foi dificílimo, mas destaco: O grande ditador (Chaplin), Stalker (Tarkovskiy), O som ao redor (Kleber Mendonça Filho), Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera(Ki-duk Kim) e Mr. Vingança (Chan-Wook Park).

Dos brasileiros, além de O soma o redor, fico com: À meia-noite levarei sua alma (José Mujica), Moscou (Eduardo Coutinho), O assalto ao trem pagador (Roberto Farias), A febre do rato (Claudio Assis) e O beijo da Mulher Aranha(Hector Babenco).

Também foram ótimos documentários, com destaque para: Os pecados do meu pai(Nicolás Entel), Marighella (Isa Ferraz) e A Vida Louca (Christian Poveda).



Com um ano de blog, já foram quase 50 mil downloads e mais de 400 mil visualizações!

Números que eu considero expressivos e compartilho minha gratidão com todos aqueles que vêm acompanhando o 366filmesdeaz. Agradeço pela colaboração voluntária e pelas constantes visitas: Antonio Fernando, Hugo, Fernando Terroso, Renato, Django, alucardscorner, Michelle, Gilberto, e muitos outros que passam por aqui esporadicamente ou anonimamente. Aos meus amigos “reais”: Vini (diz ele que é o mais assíduo do blog), Tássia (diz ela que acompanha todas as postagens) e a Iury, que dispensa comentários. Sem falar no meu cãopanheiro Kizumba (pelo menos ele tinha que dormir após os 15 primeiros minutos de cada filme). E um agradecimento especialíssimo a Soli, que com seus não-longos textos permite transcender os filmes e provocar reflexões que fazem valer à pena continuar com o blog. A cada comentário dela, um novo exercício para o coração e mente.

Assim sendo, já anuncio que em 2014 a jornada permanece. Tentarei manter o mesmo padrão e atenção. Minha nova meta: 132 filmes. E, se tudo der certo, não conseguirei cumprir. Isso porque pretendo me jogar em outro projeto/sonho/desejo no meio do ano e, assim, interromper as postagens. Mas, até lá, tenho muito filme bom pra ver. Com um torrent na mão e 366 ideias na cabeça.


Vamos à parte III do 366filmesdeaz!



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

120 – Jules e Jim (Jules et Jim) – França (1962)


Direção: François Truffaut
Inspirado no livro de Henri-Pierre Roché, Truffaut conta a história de Jules, um alemão ingênuo, e Jim, um francês do tipo elegante e sedutor. Eles são amigos e se apaixonam pela mesma mulher. Clássico do cinema francês sobre o amor a três.

Para fechar 2013 e completar os 120 filmes do ano, uma belíssima obra: Jules e Jim!

Um filme extremamente ousado, que coloca a mulher no seu devido lugar: livre, autônoma e independente. A mulher dona de seu corpo, de sua libido, de suas vontades, de suas loucuras e de sua própria vida. Truffaut à frente de seu tempo, pós-moderno!

Jules e Jim fez por merecer fechar o ano com chave de ouro.

2013 se encerra aqui.


Boas festas para todos e um 2014 repleto de realizações e ainda mais cinematográfico!


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